Esto perpetua!*


Esto perpetua!*

 

Voam os segundo, passam as horas, caminham os dias, engatinham as semanas, se arrastam os meses e, quase imperceptivelmente, vagam os anos. Enquanto isto, momentos são vividos, estações sentidas, experiências materializadas, sensações conhecidas, ciclos iniciados, períodos terminados e infinitos fenômenos naturais acontecem ao nosso redor e impactam nossas vidas, tanto direta quanto indiretamente.

 

Durante todos estes momentos, cada ser humano, imerso na vastidão de seu próprio mundo, na imensidão de seus sonhos, no planejamento de seus objetivos, na dramatização de suas preocupações, na luta incessante contra seus medos e ansiedades e na infinita busca pela total segurança de sua existência, passa os dias à mercê de todas estas faíscas de pensamentos que eletrocutam o cérebro, povoam os sentidos e, desafortunadamente, limitam a capacidade mental de cada um.

 

Assim, os pensamentos fluem numa realidade quotidiana onde prevalece o imperativo de que somos escravos dos nossos pensamentos enquanto que deveríamos ser os soberanos de tão importante manifestação de nossas vidas visto que, logo após os sentimentos, são os pensamentos que formam o oráculo do que iremos compartilhar por meio de nossas palavras ou ações.

 

Então, poder-se-ia dizer que, diariamente, numa metáfora intelectual vivemos sob os auspícios de uma representação onde a mente seria uma carroça e os pensamentos fossem um grupo de cavalos que a puxasse, mas cuja característica é o ímpeto direcional divergente de cada um dos animais que guiam a carreta e, como resultado, por tal discordância de objetivos não se consegue mover o veículo e, muito menos, chegar a qualquer destino.

 

No entanto, quando logramos entender este processo de que podemos, e devemos, entender e direcionar nossos pensamentos, chegamos a um ponto onde desenvolvemos a faculdade de fazê-los desenrolarem-se como pétalas que vão adornando a flor mental do quotidiano e, com o passar do tempo, eles começam a deixar de serem animais selvagens e perdidos que vagam num bosque obscuro, para saltar do âmago de nossas essências como estrelas cintilantes que possibilitam a experiência de vermos tudo com uma claridade cristalina onde todo o contexto pensado se encaixa harmonicamente.

 

Então, quando se chega a um estado mais profundo de introspecção e concentração é que parecemos ser envolvidos por lufadas de um brilho, clareza e intensidades muito fortes, os quais comumente chamamos de inspiração.

 

A inspiração é um ato quase inexprimível, mas que alguns dizem percebê-la como uma sensação de carícia, outros como uma musa, outros como uma revelação encantadora, outros como uma manifestação divina, mas que, independentemente, das concepções que lhe atribuímos, é a força motora para a criatividade, a inovação e o progresso.

 

Ela é tão vital para a sobrevivência humana quanto o oxigênio, pois a inspiração, entre infindas utilidades, tem a magnânima faculdade de auxiliar na revelação dos poderes latentes que existem na essência de cada pessoa, assim como auxilia no processo do reconhecimento da existência de uma indivisível unicidade na tríade divindade-natureza-homem.

 

Assim sendo, seja o soberano de vossos pensamentos e use o quotidiano para vagar nas fantásticas trilhas da inspiração com o intuito de revelar suas capacidades intelectuais, físicas, artísticas, espirituais e humanas e, quando as encontrar, seja como um navio que aporta em um novo porto, não se detenha, levante a âncora e siga adiante em busca de novas revelações, novas habilidades e novas vivências, pois somente assim verás quão magnânima é a vida que nos presenteia inumeráveis caminhos para nos tornarmos mais completos, mais felizes e mais inspiradores. (Tadany – 01 08 08)


PS: Para citar este texto:

Cargnin dos Santos, Tadany. Esto Perpetua!www.tadany.org®


*Que isto dure para Sempre!





A corrupção é primogênita da nossa passividade, minha e tua. Precisamos aceitar o nosso dever de cidadãos para mudar as nefastas realidades que assolam a nossa pátria. (Tadany)
Tudo é mental. Nada existe além de nossa Consciência. (Tadany)
A arte é o orgasmo contínuo da Inteligência. (Tadany)



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