Contaram-me 44 - Na Escola

 

Contaram-me 44 - Na Escola

 

Quando tinha 12 anos atingi o pináculo da rebeldia. Estava rodeado por um mundo incompreensivo e incompreensível. Em todos os lados visualizava furtivas sombras conspirando contra minha felicidade e liberdade. Anos mais tarde descobri um nome para aquela sensação, chamava-se teoria da conspiração. Obviamente, e infelizmente, me sentia o único alvo daquela obscura manipução universal, contra um adolescente individual.

 

De todos as pessoas e lugares que, na minha percepção, passavam 24hs por dia organizando táticas para sabotear meu pleno viver, nenhum deles era tão sagaz, tão malévolo e tão manipulador quanto a escola onde estudava.

 

Por onde andava, percebia maléficos olhares. Nos assuntos ensinados sempre captava algum sorrateiro condicionamento. Na imutável e imaculada estrutura escolar, encontrava infindos níveis de imposição, cerceamento e doutrinação. Confesso que já tinha visto filmes sobre prisões de segurança máxima que existiam nos outros países, mas lhes juro que nenhuma delas chegava aos pés da minha escola.

 

Então, desolado e maltratado pelo mundo que me rodeava, um dia compartilhei minhas lamúrias com o José(nome fictício) que era um ex-aluno da escola. Após desabafar, vociferar e maldizer tudo e todos que existiam dentro daquele forjado manicômio educacional, o José me disse a seguinte frase para descrever as pessoas do colégio:

 

- "Aqueles que não podem fazer, ensinam. Aqueles que não sabem ensinar, são professores de educação física e, finalmente, aqueles que não sabem nada, são contratados pela nossa escola".

 

Hoje entendo a pícardia e a sensibilidade que ele utilizou para lidar com aquele rebelde e desorientado adolescente. Mesmo assim, naquele então, ao ouvir aquelas palavras, senti como se um anjo tivesse sido enviado especialmente para sanar todas as dúvidas e problemas que o mundo me criava. A conspiração acabou, pois a trama se revelou e o adolescente, então acaraciado, se libertou. (Tadany – 04 05 11)

 

PS: Para citar este texto:

Cargnin dos Santos, Tadany. Contaram-me 44. www.tadany.org®



 







A corrupção é primogênita da nossa passividade, minha e tua. Precisamos aceitar o nosso dever de cidadãos para mudar as nefastas realidades que assolam a nossa pátria. (Tadany)
Tudo é mental. Nada existe além de nossa Consciência. (Tadany)
A arte é o orgasmo contínuo da Inteligência. (Tadany)



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