Hoje tem Poesia em dose dupla: Papel no Varal e Um Poeta na Berlinda

Pessoal

É com muita alegria que hoje, 29 de abril de 2014, completamos cinco anos do Papel no Varal, levando poesia aos quatro cantos da cidade. 

Para celebrar, começaremos às 15h com "Um Poeta na Berlinda", trazendo Antonio Cicero, no auditório do CIC/UFAL. Ao chegar no prédio você poderá encontrar um varal com 30 poemas escolhidos por Cicero. São 10 dele, 10 de autores nacionais e 10 de estrangeiros. 

A entrevista será baseada nesses poemas e será entremeada pela música - com Fernanda Guimarães cantando composições de Antonio Cicero e Marina Lima - e pela poesia. Cicero deverá ler alguns poemas, assim como alguns atores convidados.

À noite, 20h, a festa toma corpo de sarau, no Maikai Choparia. Os cem poemas mais pendurados nos últimos cinco anos estarão à mostra para serem lidos por qualquer dos presentes. Antonio Cicero será um deles. (ver poema Guardar, ao final do e-mail).

A música será comandada por Bruno Palagani e Willbert Fialho, com vários convidados.

Nesta noite lançaremos o projeto de Franquia do Papel no Varal. Quem quiser levar o evento para a sua cidade, terá oportunidade agora de levar a marca e o formato do Papel no Varal. Os detalhes serão informados no sarau e pelo e-mail contato@lumeeiro.org.

Os convites para o sarau estão sendo distribuídos em Ao Pharmacêutico. Mas caso não dê tempo para pegar, ou já tenha acabado, deixamos uma cota para os que se decidirem de última hora, só não garantimos os melhores lugares.

Sim, se você quiser mandar alguma mensagem sobre o Papel no Varal para ser colocada no telão do evento e na divulgação na mídia eletrônica, pode enviar para papelnovaral@gmail.com, com o assunto "Mensagem Papel no Varal". A melhor mensagem enviada por e-mail ganhará um kit de brindes dos nossos patrocinadores.

Então, vamos lá?

Sejam bem-vindos

Ricardo Cabús

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Guardar (Antonio Cicero)

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
 
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
 
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
 
Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.
 
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

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