O medo e a morte


O medo e a morte

Quis fazer um pacto com o medo e com a morte 
Quando este chegasse, não lhe abriria a porta 
Quando ela viesse, se não estivesse pronto, a mandaria para outro norte 

Ambos quiseram reivindicar suas irrefutáveis autoridades 
Falaram dos seus infindos poderes sobre a humanidade 
E o porquê pensavam ser possessores de paralizadoras verdades 

Mesmo assim, teimei, bati o pé, disse que não havia negociação 
E fui mais audaz, lhes disse que suas influências eram uma inocente ilusão 
Efêmeras e temporárias, que só eram validadas pelos carentes e fracos de cognição 

Por fim, disseram impetuosamente que não aceitariam minha proposta 
Então lhes olhei com intensidade, respeito e encanto 
Lhes pisquei com o olho esquerdo, os saudei e virei as costas 

Desde então, tanto a morte como o medo 
Andam desgarrados procurando-me por todos os cantos 
Nunca me acharão, pois este é um privilégio que não mais lhes concedo. (Tadany – 30 01 12) 

PS: Para citar este texto: 
Cargnin dos Santos, Tadany. O medo e a morte. www.tadany.org ® 


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