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Re: Lusíadas - Versão atual

Desculpem...
Faltou o último verso:
 
"A besta horrível do poder perene! "

abçs

Em 9 de fevereiro de 2011 12:28, Fábio Rodrigues do Nascimento <farodrix@gmail.com> escreveu:
Boa tarde poetas! Como vão?
Tenhop saudades dos encontros, das partilhas, das produções, das trocas de ideias...
Só estou passando aqui para partilhar uma versão do começo dos Lusíadas que encontrei por acaso num blog de Portugal.
Achei ótimo. Estou até pensando em fazer uma versão brasileira...
Mandem notícias...
abçs
Até mais
Fábio
 

Os Lusíadas (versão moderna e livre)

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene

 


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