- Pensamento 550 - (Desejo compulsivo. Reação. Meditação) | 24/02/2011
Um desejo compulsivo e uma reação, a primeira vista, são muito similares, pois ambos têm o indelével poder de controlar a volição pessoal, como se uma força poderosa tomasse o comando da vontade humana. No entanto, apesar de ser sutil, estas duas forças são distintas em essência, pois o desejo compulsivo é resultado de uma repetição que, como resultado, constrói uma enorme predisposição individual de realizar, ou querer, alguma coisa. Por outro lado, a reação é incontrolável, pois ela nasce do insconsciente humano que anseia por desvencilhar-se, ou manifestar, algo que lhe incomoda, ou lhe extasia, por isso é que, às vezes, as pessoas possuem reações totalmente inesperadas e, por vezes, contraditórias ao seu comportamento natural. Mesmo assim, tal predisposição reativa sempre esteve com a pessoa, mas enterrada no poço do inconsciente esperando uma oportunidade para se manifestar. Com base nisto, é possível dizer que a capacidade que uma pessoa possui de controlar, ou interferir, num desejo compulsivo é imensamente maior do que numa reação, pois enquanto aquela pode ser percebida, esta é impulsiva e imperceptível. O processo meditativo que revela ao indivíduo a fenomenologia do pensar, isto é, pensamento-espaço-pensamento-espaço-pensamento-espaço, auxilia o indivíduo a interferir nos pensamentos compulsivos sempre que o espaço aparecer, quebrando, desta maneira, o ciclo da cognição repetitiva. Ademais, a meditação, com o passar do tempo, desenvolve uma sutil atenção nas pessoas que, indubitavelmente, as auxiliam a paulatinamente "limparem" a caixa preta do inconsciente para que, com o passar do tempo, as reações possam minguarem-se de sua existência. Entender é preciso. Meditar é importante. (Tadany – 13 11 10) PS: Para citar este texto: Cargnin dos Santos, Tadany. Pensamento 550. www.tadany.org ®
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