A Expansão Celta
A expansão celta atingiu o clímax no século III a.C. Não se sabe com certeza nem as causas nem os métodos de suas andanças. Supõe-se que partiam em levas sucessivas, cada qual numa direção em busca de terra para habitar.
O avanço dos celtas atingiu seus limites máximos no século III a.C. Após esta data, enfraquecem.
Seus vizinhos contêm os celtas gálatas na Ásia Menor e, antes mesmo da intervenção romana, a monarquia de Pérgamo estabeleceu sobre eles uma espécie de protetorado. Os citas, os getas e os dácios empurraram os celtas para a atual Hungria.
No Mediterrâneo, os romanos, após a vitória de Tálamon em 225 a.C., empreenderam a conquista e depois a colonização da Gália Cisalpina; puseram fim à independência dos celtiberos, cujo último reduto, Numância, sucumbiu em 113 a.C.
Finalmente, sob o comando de Júlio César, derrotaram definitivamente os gauleses transalpinos em 51 a.C., comandados por Vercingétorix.
O Imperador Augusto anexou ainda a Gálácia (25 a.C.) e submeteu as tribos alpinas e do Danúbio.
Os bretões que, por sua vez, se encontravam estabelecidos nas ilhas Britânicas só foram conquistados por Roma no correr do I século d.C.
Esse foi, pois, o fim dos celtas antigos que, embora tivessem tantas terras em seu poder, nunca chegaram a constituir um império com unidade política.
No século I a.C. todos os seus domínios - exceto a Irlanda e a Escócia - estavam submetidos a Roma.
Apesar de tudo, coube aos celtas o importante papel de difundir em diversas regiões a cultura de Hallstatt (aproximadamente 1.000 a 600 a.C.), primeira cultura metalúrgica, hábil na construção de novas e terríveis armas de ferro (espada, punhais, lanças).
Por volta de 500 a.C., mais para o ocidente se desenvolvia e difundia a cultura de La Tène, considerada, metarlurgia mais elaborada e refinada. Mas as suas armas eram muito grandes e pesadas, e os celtas não combatiam em formação militar. Isso talvez explique o fato de terem sido vencidos, com relativa facilidade, pelas legiões romanas, mais disciplinadas e portadoras de armas mais leves e manejáveis. Além disso, os soldados gauleses não usavam elmos nem armaduras, protesões conferidas unicamente aos chefes.
A Arte Céltica
A arte céltica é uma das mais ricas manifestações da chamada "arte bárbara". Os celtas desenvolveram em metal (ouro, bronze e prata), em função de três finalidades: a militar, a doméstica e a do adorno pessoal.
Embora predominasse o uso do metal, não se excluíram a cerâmica, a pedra, o marfim, o osso, o vidro, o coral (depois substituído pelo esmalte) e o âmbar. Estilizaram animais e plantas, criando esculturas com motivos fantásticos. Essencialmente decorativa, sem procurar imitar nem idealizar o real, sua arte caracterizou-se por tendências geométricas e simétricas.
Línguas Célticas
Línguas Célticas, importante subdivisão das línguas indo-européias.
Há dois ramos principais: o celta continental representado pelo gaulês, que se falou na Europa Central e na Ásia Menor antes da Era Cristã; e o insular que deu origem às modernas línguas célticas. Este último se dividiu em dois: gaélico (a que pertencem o irlandês, o escocês e o manquês); e o britânico (bretão, galês e córnico).
**Bibliografia:
1. "Joana D'Arc" de Léon Denis - Editora: FEB
2. Grande Dicionário Enciclopédico Escolar - Editora: Nova Cultural
3. Novo Conhecer - Editora: Abril Cultural
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